quinta-feira, 28 de agosto de 2008



“Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar, o que importa é que eles são capazes de sofrer.”

FIEL ATÉ O FIM!

O melhor amigo que um homem tem no mundo pode se voltar contra ele e se tornar seu inimigo: seu filho ou filha, que ele criou com amor, podem se mostrar ingratos. Aqueles que estão mais próximos e são nossos entes mais queridos, aqueles nos quais confiamos nossa felicidade e nosso bom nome podem trair nossa fé. O dinheiro que tem, um homem pode perder. Provavelmente, quando mais se precisa dele. A reputação de um homem pode ser sacrificada no momento de um ato impensado. As pessoas que estão prontas a cair de joelhos para nos prestar honras podem ser as primeiras a atirar a pedra da injúria quando o erro coloca sua nuvem sobre nossas cabeças.
O único amigo absolutamente altruísta que o homem pode ter neste mundo egoísta, o único que NUNCA lhe abandonará, o único que nunca se prova ingrato ou falso é o seu CÃO. O cão de um homem permanece ao seu lado na prosperidade e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos gelados do inverno sopram e a neve cai intensamente, só para poder estar perto, ao lado do dono. Ele beijará a mão que não tem comida alguma para oferecer. Lamberá as feridas e machucados que surgem em um encontro com a rispidez do mundo. Guardará o sono de seu pobre dono como se ele fosse um príncipe. Quando todos os outros amigos o abandonam, ele permanecerá. Quando a riqueza vai embora e a reputação se estraçalha, ele é tão constante em seu amor quanto o sol em sua jornada pelos céus. Se o destino conduz o dono à marginalidade no mundo, sem amigos e sem lar, o fiel cão não pede mais privilégios do que o de acompanhá-lo, guardá-lo contra o perigo, lutar contra seus inimigos. E quando chega a última de todas as cenas, e o fim leva o dono em seu abraço, e todo o seu corpo está caído ao chão, não interessa se os outros amigos seguem o seu caminho. Ali, ao lado do túmulo, o nobre cão será encontrado com a cabeça entre as patas, os olhos tristes, mas abertos, em completo alerta, fiel e verdadeiro até mesmo na morte.

Este tributo foi apresentado ao júri pelo ex-senador George G. Vest (então advogado), que representou o proprietário de um cão morto a tiros, propositadamente, pelo vizinho. O fato ocorreu há um século na cidade de Warrensburg, Missouri nos Estados Unidos. O senador ganhou o caso e hoje existe uma estátua do cão e seu discurso está inscrito na entrada do tribunal de justiça, ainda existente na cidade.